ACONTECEU DE TUDO Polícia Civil fecha acordo com o governo, Wallber tacha colegas de “moleques”, mas recua: “Não são todos”

O acerto fechado dos policiais civis com o governo do Estado desencadeou uma reação dura do deputado Wallber Virgolino, um contra-ataque da categoria e, finalmente, uma retratação do parlamentar. Todo o movimento dá uma ideia de como foram as últimas horas nas negociações entre entidades e governo.

Tudo começou quando, nesta quarta (dia 12), os policiais civis, reunidos em assembleia, decidiram acatar a proposta do governo de 100% de incorporação da bolsa desempenho, mais aumento de 10% linear. As negociações foram conduzidas pela Aspol (Associação dos Policiais Civis) e Aspocep (Associação dos Servidores Servidores) e Sindiperitos (Sindicado dos Peritos Criminais).

Revoltado com a decisão da categoria, o deputado Wallber, que também é delegado, tachou seus colegas de “bando de desgraças, medíocres, fracos, moleques, cornos e trambiqueiros que resolveram, na calada da noite e dentro do gabinete do secretário de Segurança, fazer um acordo prejudicando toda categoria.”

A reação foi imediata entre as entidades. Suana Melo, presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil, Suana Melo criticou a fala do deputado, e disse que “a postura de Wallber é de despreparo”.

O que fez o deputado voltar atrás, horas depois, e decidir se desculpar; “Minhas desculpas às pessoas que não mereciam. Eu sei reconhecer… mas eu me dirigi para aquelas pessoas que usam a Polícia Civil para se dar bem, para barganhar cargos, ganhar plantão extra sem tirar, diárias sem viajar, para os que estão na moita com cargos comissionados sem trabalhar”.

“A gente sabe como isso funciona. A Polícia Civil da Paraíba teve a chance de mudar. Era só ter se juntado com a Polícia Militar para cobrar do governador o que foi prometido lá atrás”, arrematou.

E, completou, ainda insatisfeito com os termos da negociação: “Eu não vou me aposentar como deputado, mas sim como delegado e eu me senti atingido diretamente com aquela negociação feita com um governo que dá com uma mão e retira com a outra. Ali não tinha nenhum tipo de vantagem ao policial civil e no calor da emoção eu externei o que eu achava e o que eu digo eu seguro. Isso é minha opinião e ninguém pode tirá-la.”

Proposta – Pelo que ficou acertado, haverá a incorporação de 100% da bolsa desempenho em 48 meses, 10% de aumento sobre as verbas tributáveis, 24% de aumento no auxílio alimentação que passará de R$ 484 para R$ 600, além disso, será paga a proporção de 93% em cima da verba de risco de vida dos delegados e peritos para todos os investigadores e escrivães.

Para o agente operacional, o risco de vida ficará um valor fixo de R$900. Ainda ficou em aberta a discussão do valor da hora-extra, que o menor valor até o momento será de R$12 por hora.

Segundo Beethoven Silva, presidente da Aspol, “embora não seja digna para o investigador da Paraíba, aceitamos a proposta e a nossa luta continua pela valorização salarial através do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração para que a Polícia Civil deixe de receber o pior salário do país”.

CONFIRA UM DOS ÁUDIOS DE WALLBER…