CALVÁRIO EM EBULIÇÃO Waldson teria contratado advogado para fechar acordo de delação com o Gaeco



A informação mais caliente que circula nos bastidores é que o ex-secretário Waldson de Sousa (Planejamento) teria decidido contratar advogado, para iniciar um processo de delação premiada junto ao Gaeco (Ministério Público), no âmbito da Operação Calvário. Como se sabe, no início de fevereiro, Waldson (e também Livânia Farias) foi alvo de um mandado de busca e apreensão em sua residência.

Mas, enquanto Livânia acabou presa posteriormente, Waldson, não. No entanto, ele é um dos investigados, inclusive junto com o ex-procurador Gilberto Carneiro, após o vazamento de um áudio, em que eles estavam maquinando fraudar uma licitação na área de Saúde, quando ele era secretário da pasta. Waldson, como se sabe, deixou a secretaria para ser coordenador da campanha de João Azevedo, em 2018.

Também há a suspeita, no âmbito da Calvário, que Waldson, na condição de coordenador da campanha, teria participado da operação em que Leandro Nunes Azevedo foi flagrado, num hotel do Rio de Janeiro, recebendo uma caixa de vinhos com mais de R$ 900 mil de Michele Louzada Cardozo, secretária de Daniel Gomes da Silva, considerado o cabeça da organização criminosa.

O dinheiro, segundo Leandro, foi usado para pagamento de fornecedores da campanha. Improvável Waldson não saber da operação. Especulações de bastidores indicam que, desde as primeiras investigações, Waldson teria decidido colaborar com a força tarefa mas, agora, estaria determinado a formalizar o processo. Caso se confirme, é previsível que Waldson tenha muito a falar. Nos bastidores, comenta-se que “ele sabe demais”.