ESNOBADO POR PT E PDT… Ricardo Coutinho toma cartão amarelo de Gervásio: ou respeita decisões do PSB ou procura “outra casa”

O deputado Gervásio Filho, presidente do PSB, meu caro Paiakan, pôs água na fervura em recentes narrativas do ex-governador Ricardo Coutinho, indicando que pretende ser candidato ao Senado, em 2022, mesmo sabendo estar inelegível (até novembro do próximo ano) por decisão terminativa do Tribunal Superior Eleitoral.

Segundo Gervásio, “Nas eleições de 2022, o presidente nacional (Carlos Siqueira) já me chamou atenção que toda candidatura do PSB ou composição entre partidos deverá passar pelo crivo do diretório nacional e eu respeito isso, assim ou a gente cumpre as deliberações da nacional ou tem que buscar uma outra casa. Eu estou feliz aqui.”

E lembrou: “Nas eleições municipais eu apresentei meu posicionamento (contrário), mas o ex-governador (Ricardo Coutinho) tomou uma decisão isolada de se candidatar a prefeito, e o resultado todos nós sabemos, foi terrível, principalmente pelo o que ele representou como governador.”

Quanto ao governador João Azevedo, Gervásio voltou a elogiar a sua postura durante a pandemia e disse que mantém um diálogo aberto, como as emendas que possibilitaram a abertura de dez leitos de UTI na cidade de Cajazeiras, inauguradas recentemente.

As declarações de Gervásio foram dadas ao sistema Arapuan.

Desprestígio – Ricardo Coutinho tem perdido prestígio aceleradamente dentro do PSB. Há alguns meses, foi apeado da presidência da Fundação João Mangabeira, bem antes do final de seu mandato no posto.

Na sequência, em viagem a Brasília, flertou com a possibilidade de retornar ao PT, pelas mãos de Lula e Gleisi Hoffmann. Mas, reações contrárias da militância esfriaram a operação.

Os maiores opositores de seu retorno ao partido, os deputados Frei Anastácio e Anísio Maia, lembraram que ele mais divide do que soma, dado o seu “caráter desagregador”. Pelo sim, pelo não, a nacional preferiu congelar a operação.

Houve, em seguida, uma tentativa de assumir o PDT e sinalizar um palanque para Ciro Gomes no Estado. O deputado Damião/Lígia Feliciano nem se manifestou publicamente sobre a ofensiva.

Não precisou. A direção nacional (Carlo Lupi), claramente, preferiu não arriscar perder o voto de Damião no Congresso Nacional, além de correr o risco de perder uma vice-governadora no Estado.

Assim, esnobado por PT e PSB, o ex-governador voltou-se para a militância interna no PSB. Foi quando encontrou o deputado Gervásio Filho no meio do caminho, meu caro Paiakan.