INELEGÍVEL PELO TSE… Ricardo Coutinho deve terceirizar candidatura com Amanda e apostar num ministério caso Lula seja eleito

Até os pombinhos da praça do Buriti (em frente ao Tribunal Superior Eleitoral) e da praça João Pessoa sabem que o ex-governador é inelegível. Como ele próprio não poderia saber?

Como toda a Paraíba sabe, ele foi condenado com a pena da inelegibilidade até novembro de 2022, ou seja, após o pleito do próximo ano, em AIJEs que julgaram as traquinagens no Empreender PB, PB Prev e farra na contratação de servidores sem concurso.

Além do mais, como toda Paraíba também sabe, corre o risco de aumentar a pena da ilegibilidade, caso seja julgado e condenado pelo Tribunal de Justiça nas ações da Calvário, além de estar na iminência de ter suas contas rejeitadas pela Assembleia.

Mas, tem insistido em se apresentar como candidato. A julgar pelo seu histórico, certamente está tentando manter a chama de sua militância, aquela mesma que o colocou em 6º na disputa pela prefeitura de João Pessoa, em 2020. Também é forma de disseminar dúvida no eleitorado.

Neste cenário, a estratégia do ex-governador, aparentemente ainda não recuperado da síndrome da deficiência grave provocada pela Calvário, talvez seja, primeiro, terceirizar eventual candidatura ao Senado ou à Câmara Federal, com sua esposa Amanda Rodrigues, o que parece lógico, dadas as frequentes aparições dela em redes sociais.

Depois, motivo inclusive de agenda com figurões do PT como Gleisi Hoffmann e Zé Dirceu, é ser aquinhoado com um cargo, preferencialmente ministro, num eventual governo Lula, caso o petista retorne à Presidência da República. De forma que as eleições 2022, que já têm muitas emoções nas preliminares, prometem muitas mais no pós-operatório.