PALANQUE PRA LULA E CIRO Lígia se distancia de João e articula candidatura ao governo com Cartaxo e Ricardo Coutinho



Pelo menos três fatos acenderam a luz amarela nas hostes do governador João Azevedo, em relação à sua vice Lígia Feliciano, que sinalizam para um distanciamento à vista, não necessariamente um rompimento, como é o estilo do clã Feliciano.

Primeiro, as conversações especuladas de Lígia com o ex-prefeito Luciano Cartaxo e Ricardo Coutinho. Depois, a sua ausência nos mais recentes eventos do governo do Estado. Por último, declarações de Carlos Luppi, presidente nacional de seu partido, indicando que o PDT terá candidato a governo em 2022. No caso, a própria Lígia.

O PDT tem insistindo na sua candidatura, como forma de viabilizar um palanque para o presidenciável Ciro Gomes na Paraíba. E, até onde a vista alcança, conversações neste sentido estariam avançadas, com a condução do deputado Damião Feliciano, usando a sua métrica conhecida de agir em silêncio até a undécima hora.

Há uma especulação em marcha, indicando que Lígia poderia ser a candidata ao governo, com Luciano Cartaxo indicando o candidato a vice. Cartaxo estaria mais interessado em disputar a deputação, não necessariamente federal. A vaga ao Senado ficaria para indicação do ex-governador Ricardo Coutinho.

O ex-governador, como se sabe, está inelegível, e ainda corre o risco de reforçar a inelegibilidade caso a Assembleia confirme a reprovação de suas contas de 2016 (e 2017). Afora, obviamente, os eventuais desdobramentos da Operação Calvário, que podem resultar em novas condenações, inclusive penais.

Mas, ele pode indicar um nome de sua predileção para concorrer ao Senado, talvez sua esposa, a ex-secretária Amanda Rodrigues. De forma, que este é o desenho que estaria sendo montado, nos últimos dias, envolvendo esses atores, com a perspectiva da candidatura de Lígia.

Com essa configuração, a chapa poderia oferecer palanque, não apenas a Ciro, mas também pra Lula, caso o ex-presidente seja realmente candidato a presidente em 2022.