PENSAMENTO PLURAL A guerra nossa de cada dia, Hélder Brito Teixeira

“A guerra é o auge da estupidez humana”, é o que observa o cronista Hélder Brito Teixeira, em seu comentário sobre o conflito na Ucrânia, em que fica, cada vez evidente, como todas as guerras embutem interesse econômico que as grandes nações sempre defendem a bala. Confira a íntegra de seu texto…

Obviamente que nem todo mundo dessa geração sabe o que é guerra, no mínimo aprenderam nas universidades, publicas, socialistas brasileiras que guerras eram fruto do imperialismo americano e blá, blá, blá!!!

Em parte, é verdade, mas grandes nações armadas, defendem seus interesses na bala, não com livros e flores. É da história humana, até o Brasil já teve suas guerras – não vou dizer quais para que vocês pesquisem – e que foram importantes para o fortalecimento de nosso caráter nacional e para nossa história republicana.

Mas a guerra é o auge da estupidez humana. Não tem outra explicação e sentido, vide a guerra do Vietnam, que foi uma guerra ideológica, entre o comunismo e o capitalismo. Pura e burra vaidade humana. E que cresce nos tempos de hoje.

Hoje em dia, as guerras são puramente por interesses econômicos, as últimas grandes guerras, excluído aí, as guerras civis regionais, foram por puro interesse econômico – ahh, vocês têm petróleo e se vocês não abrirem o petróleo para o mundo, nós mandamos bala – mais uma vez, vide a guerra do Iraque.

Mas a guerra é, definitivamente, fruto da estupidez humana, todas elas, sem exceções. Há a diplomacia, há a ONU, que foram “inventadas” para que as armas continuem guardadas, mas nessa guerra da Rússia contra a Ucrânia, falharam majestosamente.

Existem também líderes que acreditam na estupidez humana e usam a força bélica em seu poder para impor o respeito e assim evitarem as guerras. Vou citar um nome aqui, que agrada e desagrada muita gente, mas que manteve o mundo em paz em todo período de seu governo, Donald Trump.

Vivemos também nossas guerras, nossas guerras particulares, nossas guerras intimas e nessas não usamos as armas, apenas a estupidez, mesmo.

Dou a minha vida como testemunho. Sempre fui o avesso de tudo, sempre fui contestador, intolerante e nunca me apeguei as riquezas, a dinheiro, nunca fui escravo dessas riquezas materiais. É da minha natureza. E sempre fui o “doido” da história, por isso. Sempre quis ser feliz, nada mais. Mas vida e as escolhas que fiz, por intempestividade, ignorância e intolerância, me deixaram marcas e as cicatrizes dessas guerras no meu corpo, estarão marcadas pelo resto da minha existência. Mas aprendi, aprendi que a guerra é uma coisa que podemos vencer com conhecimento, com atitudes positivas, amor e perdão. Foi assim, pouco a pouco, que venci todas ou quase todas elas e me mantenho em pé.

As “armas” que verguei, foram a minha entrega aos desígnios de Deus, aprender a amar o próximo e em terceiro lugar, talvez a mais importante, a inteligência emocional. Deixei de escutar a voz do mal, deixei de ouvir o que os outros falam dos outros, abandonei um caminhão de dores e marcas inúteis para minha caminhada.

Você é o que tem, o que pode oferecer e trocar. E não estou falando sobre bens, riquezas ou o que valha, estou falando do que está sendo preservado e é solto pelo Espírito.

Aprendi a perdoar, aprendi que o “não” é mais valioso que o “sim” e que o sim só pode ser solto a Deus, para suas ordens e propósitos.

Tirei muita gente da minha vida, exclui vaidades, pisei em serpentes que me aterrorizavam. Não sou perfeito, longe disso, mas aprendi muito nesses anos. Aprendi, de certa maneira tarde, mas aprendi.

Hoje, busco a paz, a tranquilidade, não entro em demandas que me trazem dor, dúvidas éticas ou intempéries infindáveis. Vou de boa, entendendo que o material se recupera, que dinheiro se recupera, a saúde, o tempo e a vida, não!

Aprendi que nossas guerras diárias, são estupidez diárias e não temos que nos armar para vencê-las, basta ser o que somos e o que aprendemos no bem.

Minha bandeira branca está sempre hasteada, quem quiser brigar comigo, vai precisar de fortes argumentos e fígado, pois não pretendo pegar em armas, não pretendo tirar minhas espadas das bainhas, pois tenho sobre mim, uma espada maior que todas as outras já forjadas, a de Deus.

Aprendam isso: indiretas, ranço, não vão consertar a vida de vocês. Primeiro vença suas guerras internas, com verdade e decisão, depois disso, hasteei a bandeira da paz e a deixa flamular. Você vai ver que tudo não passa de estupidez, desperdício de saúde e de tempo.

Seja feliz, sempre. Guerras, teremos sempre e sairemos, sempre, vencedores. Temos um Deus glorioso acima de nós, temos as experiências da vida, temos os erros do passado para nos ensinar que aquele ditado: “Dou um boi para não entra numa briga, mas nem uma boiada me tirara dela quando entrar”, é bullshit.

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