TERCEIRA VIA? Moro retorna ao Brasil e deve se reunir com o Podemos para avaliar filiação e provável candidatura a presidente

Uma informação aqueceu o mercado eleitoral de 2022: o retorno ao Brasil do ex-ministro Sérgio Moro, nas últimas horas. Moro, que se encontrava nos Estados Unidos, voltou e acendeu expectativas, especialmente nas hostes do Podemos, ante a possibilidade de aceitar o convite para se filiar ao partido e ser candidato a presidente nas eleições do próximo ano.

Desde que deixou o País, para atuar como advogado em Washington (EUA), Moro tem se mantido em silêncio quanto às eleições de 2022. Mas, há no Podemos expectativa de que o ex-ministro avalie a proposta para entrar na disputa. Caso aceite, Moro poderá se apresentar como um candidato centro, alternativa ao presidente Bolsonaro (mais à direita) e o ex-presidente Lula (à esquerda), que vêm liderando as pesquisas.

Conforme informações que circulam na Internet, o ex-ministro tem uma agenda que inclui uma visita à sua mãe, em Maringá, e à sua filha, em Curitiba. Também estaria prevista uma reunião com deputados, senadores e dirigentes do Podemos, em Brasília. O partido insiste no convite para Moro disputar a presidência da República.

Moro deixou o Ministério da Justiça em abril de 2020, em meio a uma crise com o presidente Bolsonaro, após a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. Na ocasião, ele acusou o presidente da República, hoje seu adversário político, de tentar interferir nas instâncias da PF.

EUA – No final do ano passado, Moro aceitou uma proposta da consultoria Alvarez & Marsal para assumir o cargo de diretor executivo na sede americana da empresa. Ele deverá exercer a nova função na filial em Washington, onde já possui um círculo de amigos.

A Alvarez & Marsal é considerada das maiores consultorias de recuperação de empresas do mundo, com 5 mil funcionários em quatro continentes.

Movimentação – Moro não tem tido aparições públicas, desde então, mas é fato que andou se movimentando discretamente, talvez de olho na disputa.

Recentemente, chegou a conversar com os economistas Edmar Bacha e Dionísio Dias Carneiro, do Instituto de Estudos de Política Econômica, sobre saídas para a situação econômica do país.

Também autorizou lideranças do Podemos convidarem o cientista político Luiz Felipe d’Avila para apresentar um conjunto de propostas que poderiam ancorar a plataforma de uma eventual candidatura.

Há ainda a percepção de que a agenda de combate à corrupção segue ativa no País, especialmente porque Bolsonaro não apoiou as medidas que ele chegou a apresentar, e que terminaram derrotadas no Congresso.

Existe a avaliação de que, com o histórico de Lula e as novas denúncias contra a família Bolsonaro envolvendo possíveis ilegalidades na compra de vacinas, ele seria uma opção com um discurso anticorrupção.